F1-2009

Já temos a tabela de preços dos ingressos para o GP Brasil de 2009 da Fórmula 1.

A – R$ 550 (Sexta, sábado e domingo);  R$  526 (Sábado e domingo)
B* – R$ 1.458 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.368 (Sábado e domingo)
M* – R$ 1.150 (Sexta, sábado e domingo);  R$ 1.060 (Sábado e domingo)
D* – R$ 1.900 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.790 (Sábado e domingo)
E** – R$ 2.220 (Sexta, sábado e domingo); R$ 2.120 (Sábado e domingo)
F* – R$ 1.100    (Sexta, sábado e domingo); R$ 994 (Sábado e domingo)
G – R$   410    (Sexta, sábado e domingo); R$ 356 (Sábado e domingo)
V** – R$ 1.656 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.440 (Sábado e domingo)

Sendo * – Arquibancada coberta

Sendo** – Alimentação inclusa e arquibancada coberta

Vendas a partir de 15 de Dezembro de 2009 pelo site oficial.
Minha opinião? Preços absurdos para o evento. Em absoluto. Vivemos num país onde esses preços não servem para 90% dos brasileiros. Sabemos que Massa, da Ferrari, indiretamente é um piloto que inflaciona os preços, pelo fato de correr por uma equipe grande e é um chamariz para o público com certeza, mas isso não é culpa dele.Se facilitarem o parcelamento, teremos casa cheia novamente com uma boa temporada de Massa, senão, será uma corrida para os gringos virem ver.

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Mais um post – Ronaldo

Impressiona como muitos já estão repercutindo o fato de Ronaldo, o Fenômeno, vir jogar no Corinthians em 2009. De capa irônica do jornal Placar, em circulação em São Paulo a um estouro na mídia do mundo inteiro, não tive como deixar de publicar este conteúdo no blog, que há muito tempo está sem ser atualizado.

A minha opinião sobre a vinda de Ronaldo se baseia em alguns fatos que venho acompanhando desde a Copa de 2006. Não que eu desejo a desgraça de alguém, e acho que todos tem direito de fazer aquilo que querem da vida. Só que na minha opinião, Ronaldo hoje é um ex-jogador em atividade, ou quase em atividade. Para mim, nada lhe interessa e comove no futebol. Dinheiro ele já tem, títulos nacionais e internacionais também. Artilheiro máximo da Copa do Mundo, sem dúvida um craque que jogou no Cruzeiro, PSV e Barcelona. Ainda com uma boa passagem pela Inter e um crescente no rival Milan e só. Ronaldo hoje para mim é um erro de contratação do ponto de vista dos 11 titulares do campo, que é onde a coisa se desenrola. Considero que Ronaldo é um jogador sem estímulo e fará feio no Corinthians. A cobrança será enorme pelo fato do Corinthians ser um time de massa, talvez vista na mesma proporção nas Copas do Mundo que disputou (ainda assim 98, 02 e 06). Além disso, o Corinthians não tem dinheiro para bancar a contratação e está caçando patrocinadores para viabilizar o negócio. Quando achei que a diretoria corinthiana havia dado um passo em direção ao profissionalismo, com o pé no chão, vem a notícia bombástica.

Ao menos a camisa 9, que pertenceu a Deivid como último grande 9 de ofício, além do craque Nilmar, onde a 9 caiu bem apesar de um jogador com características bem distintas, vem vendendo bem com uma ação muito inteligente das pessoas da loja do Corinthians, já inserindo o nome de Ronaldo nas costas e agregando um valor absurdo a camisa. Tanto que acabou a branca na loja oficial do Corinthians, localizada no Pq São Jorge e o clube faturou mais de 25 mil reais num dia.

Mas relembro, futebol é dinheiro, mas é performance em campo. O Corinthians terá um uniforme cheio de patrocinadores, esteticamente feio só para pagar a conta do Ronaldo. E a garantia da performance é mínima. Seria muito melhor se o time realocasse o dinheiro para resolver a questão do Herrera. Jogar com o nome e com a história, além do saudosismo é tudo que Ronaldo tem, mas no campo, Herrera em 2008 fez muito além do que o seu pior crítico contestava. Longe de ser craque, veio, viu e convenceu uma massa de torcedores a gritar fortemente seu nome nas arquibancadas, antes, durante e após seus gols, que deixaram de ser quase gols, para se tornar um jogador necessário ao time, ontem, hoje e amanhã.

É uma pena, colegas apostam que Ronaldo será o Fenômeno, eu acho que o Corinthians perde, e muito, futebolisticamente. Perde Herrera, ídolo. Perde o caminho da renovação e estruturação do clube. Relembra Garrincha, velho e sem futebol.

Post #5 – Morte e Vida do Psytrance no Brasil

Ano passado quase inteiro eu trabalhei no selo Minds Records aqui no Brasil, fazendo diversas coisas e foi uma época que eu vivia em raves e perambulava pelo estado de SP inteiro. Foi muito boa esta época, conheci muitas pessoas legais, viajei muito e eu renasci pra vida nessa época. Nada de drogas e álcool, como faz parte da minha filosofia de vida. Eu curto música e meu trabalho me divertia muito.

 Mas o que eu via nas discussões dos promoters, da galera e minha própria percepção nas diversas raves que eu fui, umas maiores, outras menores, mas o assunto sempre pairava no ar era a morte do Psytrance no Brasil.

 Este efeito já é sentido na Europa, onde o gênero já foi substituído por um bpm mais baixo e assim a onda Psytrance vai ficando cada vez mais restrita a Israel, Japão e, cada vez menos, Brasil.

 Menos pq as raves hoje estão incluindo uma segunda pista de house e seus atuais segmentos, como electro e progressive, algumas até apresentando o minimal.

 Menos pq os grandes artistas do Psytrance estão caros para o padrão de festas do Brasil na atualidade.

 E menos pois o Psytrance em seus 11 ou 12 anos de raves no Brasil e como gênero sendo produzido, não evolui, já que suas bases são dos anos 90 e já estamos em 2008.

O fato é que o Psytrance ainda não saiu de cena pois tem o lado da cultura trance original e essa galera nunca vai deixar de curtir o Psytrance nas raves, mesmo que elas se tornem apenas redutos de pvts e também, vez ou outra, vem um produtor novo e desconhecido e lança uma música do gênero que estoura e a galera vai atrás do Psytrance novamente.

 Pra quem produz festas, ficar de olho em músicas de potencial do gênero, pode trazer ou tirar o público da fezta que produz. As novidades influenciam diretamente na escalação do line-up.

  Eu sou do house, mas curto um psy bem produzido e que não seja mainstream. Mas o som que eu curto mesmo é o Trance, definitivamente o mais melódico.

 Pra finalizar, acho que hoje em dia o Psytrance está naquela fase de indefinição e stand-by. Vai depender dos produtores para o gênero voltar a ser popular ou o Psy será o novo Drum and Bass.