Post #23 – Planeta Sustentável

Retirado de

http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/casa/conteudo_274171.shtml

Como reaproveitar a água da chuva em residências?

Saiba onde e como usar a água que vem de graça dos céus e economize a que vem do encanamento

Por Yuri Vasconcelos
Revista Vida Simples – 04/2008

Daniel Almeida{txtalt}

É preciso construir um sistema para captação, filtragem e armazenamento da água. A captação é feita com a instalação de um conjunto de calhas no telhado, que direcionam a água para um tanque subterrâneo ou cisterna, onde ela será armazenada. 

Junto a esse reservatório, é necessário instalar um filtro para retirada de impurezas, como folhas e outros detritos, e uma bomba, para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável. Embora não seja própria para beber, tomar banho ou cozinhar, a água de chuva tem múltiplos usos numa residência.

Entre eles, a rega de canteiros e jardins, limpeza de pisos, calçadas e playground e lavagem de carros (gastos que representam cerca de 50% do consumo de água nas cidades), além de descarga de banheiros e lavagem de roupas. Para isso, no entanto, é preciso alterar as tubulações já existentes e construir um sistema paralelo ao da água potável.

Algumas empresas, como a catarinense BellaCalha (www.acquasave.com.br), oferecem sistemas completos de aproveitamento de água de chuva. Eles podem ser instalados em casas e prédios já construídos ou ainda em obras. Nos edifícios prontos, o reaproveitamento será para as áreas comuns, já que o custo de criar uma rede paralela de água em cada apartamento torna a empreitada inviável.

Post #14 – Trânsito em São Paulo

 É incrível como uma cidade do tamanho de São Paulo ainda não tenha desenvolvido normas mais efetivas para o combate ao trânsito na cidade. Em dias normais, ou seja, de segunda até a famosa sexta-feira é caótico andar em certas localidades da cidade, mesmo naquelas avenidas planejadas com 3, 4 e até 5 faixas de rolamento, em horários chamados de pico, quando as pessoas vão ou voltam do trabalho.

 

Para uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes, podemos considerar horário de pico das 6 ou 7 da manhã às 11 da manhã e das 17 às 21 ou 22 horas. Mas São Paulo consegue ter trânsito após este horário na sexta-feira, tem trânsito aos sábados e começou a ter trânsito aos domingos próximo da hora do almoço, horário onde as famílias começam a se movimentar para comer fora, ou mesmo fazer uma comprinha no supermercado para levar para a casa de um parente para um almoço.

 

Temos hoje em São Paulo apenas 4 linhas de metrô funcionando. Três que se interligam e uma que é isolada das outras três. É verdade que uma quinta linha está sendo construída e que existe um projeto para uma sexta linha, a laranja. Mas é insuficiente a sua construção em relação ao ritmo de crescimento da cidade.

 

Para se ter uma idéia, Pequim, na China, vai receber os jogos olímpicos este ano, e para o evento, construiu 500 km de metrô na cidade. Cinco linhas estão sendo construídas simultaneamente. Mais do que temos hoje aqui, em número de linhas. Se for falar da quilometragem, nem podemos comparar (500 a 60 e poucos). Uma verdadeira goleada chinesa.

 

Já que construir metrô sai muito caro para os cofres públicos, apesar de sair do dinheiro dos nossos impostos pagos e altíssimos, podemos pensar em ampliar o número de corredores de ônibus. Afinal, foram projetados 33 corredores espalhados pela cidade e ainda não chegamos nem nos 2 dígitos. Um transporte de massa de melhor qualidade tiraria uma grande quantidade de carros da cidade, diminuindo o trânsito.

 

Seria interessante também ações que visassem a qualidade de vida no transporte. Afinal, mesmo tendo uma cidade com um relevo muito variado, São Paulo tem condições de abrigar ciclovias, sendo assim uma maneira bacana de fazer as pessoas se exercitarem e utilizarem menos os carros, podendo até despoluir a cidade a longo prazo. Já vi inclusive, para os mais preguiçosos, um pequeno motor que pode ser acoplado na bicicleta que funciona a dínamo, ou seja, conforme a pessoa pedala, ela gera a energia para o motor trabalhar na subida. Nada mal, além de ser ecologicamente correto. Ações assim, se tiverem continuísmo entre um governo e outro, trariam muitos benefícios para a população local.